Para além dos portões de Cripta estende-se o continente de Vashrath. Pouco se conhece dele por inteiro, mas as estradas abertas pelos primeiros nômades levaram os banidos a erguer cidades em cada canto das terras esquecidas. Estas são as regiões de que mais se fala nos vales.
Cripta, o limiar
Na entrada da grande terra está Cripta — a maior e mais povoada cidade, sede do imperador Sangezer e porta de entrada de todo desperto. É dela que partem as estradas e é para ela que convergem os rumores. Enquanto as outras regiões guardam seus próprios senhores e segredos, Cripta permanece o centro em torno do qual gira a vida dos Reinos Esquecidos.
Frostown, ao norte
Ao norte, entre as montanhas e o deserto de cinzas, fica Frostown — a cidade mais fria do mundo, ou pelo menos deste mundo. É uma área praticamente inóspita para quem tem sangue quente, e serve de base para muitos viajantes. Lar de minérios incríveis, dizem que suas montanhas de gelo — extremamente pesadas e frias — fortalecem os metais. É de lá também que vêm os primeiros registros dos detritos ancestrais: pedras raras que os comerciantes aceitam por mercadorias exclusivas, e que dizem serem boas para suborno.
Kharvoss, no coração da floresta
Passada a estadia desconfortável no gelo, a estrada desce para as florestas da baixada. Os pioneiros sofreram para chegar até ali — mata densa, rica em materiais e, principalmente, em coisas que querem matar quem entra. No coração dessa floresta está Kharvoss, nome herdado do tirano que a dominou por anos. É uma cidade altamente militarizada e protegida. A família Kova ainda reina por lá, e muitos anões trabalham por Kharvoss, pois são bons com ferramentas e armas. As tropas do rei orc Jovel vivem recrutando: um rei orc que comanda soldados humanos e elfos, num exército de poder incalculável. Dizem que a Condessa veio de lá na infância — mas também dizem muita coisa.
Valdren, nas terras secas
Valdren é feita de grandes acampamentos e de uma vasta área de terras secas. Quase no centro da região, um grande castelo de areia chama a atenção de todos. Seu povo tem fama de grandes navegadores e é famoso por seus belos cavalos. O calor escaldante deixa tudo mais difícil que o normal, e corajosos são os viajantes que chegam até aqui.
Veskar, à beira-mar
Veskar é a segunda maior cidade de Vashrath, erguida no litoral sul-sudoeste do continente, onde o sol parece afundar no mar todas as noites. Ao contrário de outras cidades, Veskar não pergunta de onde alguém veio, que sangue carrega ou por qual crime foi banido. Humanos, orcs, elfos, anões, revenantes, mercadores, caçadores, desertores e exilados dividem suas docas, tavernas, estaleiros e mercados.
A cidade vive do mar. Dela partem barcos pesqueiros, navios de caça e expedições destinadas a alcançar ilhas, ruínas submersas e criaturas que só aparecem quando a luz morre no horizonte. Veskar não é pacífica: é tolerante — e a diferença importa. Aceita todos os povos porque precisa deles: braços para remar, olhos para vigiar, lâminas para proteger os navios e coragem para enfrentar o que vive além da costa.
As terras entre elas
Entre uma região e outra estendem-se as terras abertas — estradas, ermos e as passagens de névoa que os viajantes chamam de Limbo. Quem parte de uma cidade rumo a outra cruza território que não pertence a trono algum, onde os monstros se tornam mais ferozes quanto mais longe das muralhas se vai. É ali, dizem, que a verdadeira história de Vashrath ainda está sendo escrita — por quem sobreviver o bastante para contá-la.
A natureza das névoas entre as terras está em O Limbo. O imperador que observa tudo da maior cidade está em Sangezer e o Trono de Cripta.
