Poucos lugares em Vashrath são tão antigos quanto o Labirinto de Cnossos. Construído para aprisionar uma única criatura, o complexo foi banido para os Reinos Esquecidos junto de seus guardas, servos e habitantes. Com o passar dos séculos, o labirinto deixou de ser apenas uma prisão e tornou-se um ecossistema próprio.
Seus corredores parecem mudar de lugar sem explicação. Portas surgem onde antes existiam paredes e caminhos desaparecem da noite para o dia. Muitos acreditam que a própria estrutura foi absorvida por Vashrath e ganhou uma espécie de consciência adormecida. No centro do labirinto repousa Asterion, o primeiro e último senhor de Cnossos.
Os Habitantes do Labirinto
Jovem Perdido
Descendem das vítimas enviadas ao labirinto durante os tempos do antigo reino; muitos nasceram dentro dos corredores e jamais viram o mundo exterior. Séculos de isolamento os transformaram em sobreviventes ferozes, que vivem escondidos entre passagens abandonadas e atacam qualquer estranho que invada seus domínios. A maioria sequer conhece a própria origem. Lutam com lâminas improvisadas.
Guarda de Minos
Serviam ao rei responsável pela construção do labirinto; quando Cnossos foi lançado em Vashrath, permaneceram em seus postos. O tempo destruiu seu reino, suas famílias e sua história, mas não seu dever: ainda patrulham os corredores com armaduras corroídas, obedecendo ordens dadas há séculos por um soberano já esquecido. Para eles, todo intruso continua sendo um inimigo da coroa. Portam lança e escudo.
Caçador do Labirinto
Descendentes de aventureiros, mercenários e saqueadores que se perderam nas profundezas de Cnossos e, com as gerações, abandonaram qualquer ligação com o mundo exterior. Conhecem atalhos secretos e rotas que não aparecem em mapa algum, e muitos sobrevivem emboscando viajantes que têm o azar de cruzar seu caminho. Carregam arco curto e faca.
Autômato de Dédalo
Máquinas destinadas a proteger os corredores, entre as inúmeras criações de Dédalo. Sobreviveram ao banimento e continuam executando suas funções originais, alimentadas por mecanismos e runas antigas, patrulhando galerias esquecidas sem jamais descansar. Muitos estudiosos acreditam que já não distinguem aliados de invasores. Contam mais de oitocentos anos e possuem lâminas integradas ao próprio corpo.
Sacerdotisa de Ariadne
Descendem das antigas guardiãs dos fios sagrados usados para navegar pelos corredores de Cnossos. Após a queda do reino, passaram a preservar os últimos conhecimentos sobre os caminhos do labirinto; seus rituais misturam fé, superstição e tradições perdidas. Poucos habitantes conhecem tantos segredos sobre Cnossos quanto elas. Combatem com fios ritualísticos e magia sagrada.
Os Mestres de Cnossos
Capitão de Minos
O mais leal entre todos os comandantes do antigo rei. Mesmo após séculos de abandono, continua protegendo as câmaras reais e os tesouros esquecidos da coroa, e sua armadura tornou-se símbolo da autoridade perdida de Cnossos. Entre os guardas remanescentes, é tratado como o último representante legítimo de um reino desaparecido. Empunha espada longa e escudo torre.
Dédalo, o Arquiteto Perdido
Criador do labirinto, inventor incomparável e mestre das armadilhas, foi banido junto de sua própria obra. Preso para sempre dentro da estrutura que construiu, dedicou incontáveis anos a aperfeiçoar seus mecanismos e remodelar os corredores — muitos acreditam que as constantes mudanças do labirinto são resultado direto de suas intervenções. Para Dédalo, ninguém conhece Cnossos melhor do que ele próprio. Luta por meio de engenhos, armadilhas e autômatos, e conta mais de novecentos anos.
Asterion
Asterion é o verdadeiro nome do Minotauro. Durante séculos foi tratado como uma monstruosidade que deveria permanecer escondida do mundo; sua existência motivou a construção do labirinto e moldou a história de todo um reino. Quando Cnossos foi banido para Vashrath, tornou-se senhor absoluto das profundezas. Alguns o consideram apenas uma besta; outros, o verdadeiro rei do labirinto. Todos concordam que nenhum habitante de Cnossos ocupa posição mais alta do que ele. Brande um machado colossal e conta mais de novecentos anos.
Saindo Vivo
Cnossos recompensa quem avança fundo o bastante para enfrentar seus mestres — mas o labirinto não entrega nada de graça. Leve companheiros de confiança, espere que os corredores mudem às suas costas e lembre-se de que cada habitante dali sobreviveu séculos a mais do que você. Para outro domínio que devora os incautos, veja o Bestiário da Floresta da Bruxa.
